sexta-feira, 17 de junho de 2011

REENCONTRO


Eu vim aqui me buscar.

E aqui parecia ser longe, muito longe do lugar onde eu estava,
o medo costuma ver as distâncias com lente de aumento.

Vim aqui me buscar porque a insatisfação me perguntava incontáveis
vezes o que eu iria fazer para transformá-la e chegou um momento
em que eu não consegui mais lhe dizer simplesmente que eu não sabia.

Vim aqui me buscar porque cansei de fazer de conta que eu
não tinha nenhuma responsabilidade com relação ao padrão repetitivo
da maioria das circunstâncias difíceis que eu vivenciava.

Vim aqui me buscar porque a vida se tornou tediosa demais.

Opaca demais.

Cansativa demais.

Encolhida.

Vim aqui me buscar porque, para onde quer que eu olhasse,
eu não me encontrava.

Porque sentia uma saudade tão grande que chegava a doer e,
embora persistisse em acreditar que ela reclamava de outras ausências,
a verdade é que o tempo inteirinho ela falava da minha falta de mim.

Vim aqui me buscar porque percebi que estava muito distante e que a
prioridade era eu me trazer de volta.

Isso, se quisesse experimentar contentamento.

Se quisesse criar espaço, depois de tanto aperto.

Se quisesse sentir o conforto bom da leveza,
depois de tanto peso suportado.

Se quisesse crescer no amor.

Vim aqui me buscar, com medo e coragem.

Com toda a entrega que me era possível.

Com a humildade de quem descobre se conhecer menos
do que supunha e com o claro propósito de se conhecer mais.

Vim aqui me buscar para varrer entulhos.

Passar a limpo alguns rascunhos.

Resgatar o viço do olhar.

Trocar de bem com a vida.

Rir com Deus, outra vez.

Vim aqui me buscar para não me contentar com a mesmice.

Para dizer minhas flores.

Para não me surpreender ao me flagrar feliz.

Para ser parecida comigo.

Para me sentir em casa, de novo.

Vim aqui me buscar.

Aqui, no meu coração

ANA JÁCOMO

ANA JÁCOMO


Imagem
" O tempo, de vento em vento, desmanchou
o penteado arrumadinho de várias certezas
que eu tinha, e algumas vezes descabelou
completamente a minha alma.

Mesmo que isso tenha me assustado
muito aqui e alí, no somatório de tudo, foi graça, alívio e abertura.

A gente não precisa de certezas estáticas.

A gente precisa é aprender a manha de saber se reinventar."

Ana Jácomo





terça-feira, 14 de junho de 2011

TEUS CABELOS

TEUS CABELOS


O que dizer, Musa
De teus lindos cabelos
Dos feixes dourados
Que lhe escorrem até os ombros
Escondendo teu pescoço
Que eu amava beijar
Ó Musa, que lindas madeixas
Lisas caem como véu
Deixando escondido o calor
Que se encontra embaixo dele…
Cabelos bem tratados
Não muito longos
Mais grossos que o normal
Emoldurando tua face
De beleza perenal
Musa de beleza rara
Teus cabelos me fascinam
Como todo o teu ser
Entrelaçar meus dedos
Deixar se perder
Em carinhos outrora trocados
Te fazer ninar, Musa
Acariciando todos teus fios
E acordar com ele espalhado
Em minha face, sentindo o doce perfume
Que emana dos teus cachos dourados
Saudade, de com meus dedos pentear
Teus cabelos que nos beijos vêm me presentear
Deixando que descubra,
Todo segredo de tua nuca
Perfumada como a rosa…
Prevendo o perfume que tu tens
Te amei segurando-os em minhas mãos
Te acolhi com eles jogados em meu colo
Te banhei molhando-os devagar
Como são lindos os teus cabelos…
Cabelos que me fazem sonhar…
Dos dias em que pude
Pousar minha mão rude
Na maciez do teu ninar…


(Fabrízio Stella)

domingo, 12 de junho de 2011

História de Amor



Fotografia Casal -Anderson Nascimento



Viver uma história de amor
Com tudo que se tem direito
Além de um grande amigo
Para se ter bem feito

Viver um amor
Paixão com verdade
Desejo e ardor

Rosquear de vontade

Voraz emoção
Perdida no olhar
Amor com verdade
Revira o coração
Sem tempo nem idade

Sentir eu em você
E você bem dentro a mim
Com abraços e beijinhos
Ser sempre assim...

Nossos corpos acariciar
Transpor o firmamento
Brotar em gotas
E ... nos amar!


Rogéria Costa


VOCÊ MORA NO MEU CORAÇÃO








Ouço com atenção
Apaixonado coração
Cadência de amor
Distante no espaço
Novo alento
Ressoa o compasso
Daquele tempo
Brilha com apreço
Encontro casual
Dispõe o endereço
De um amor jovial


Rogéria Costa



terça-feira, 7 de junho de 2011

CAGAR É BOM DEMAIS (Juca Chaves)









Um frazezinha de duplo sentido - Feliz do homem que é cagado...

Cagar é Bom Demais - Juca Chaves


Cagar é bom quando a gente tá em paz,
Ouvindo n'água o som
Que a merda caindo faz.
Cagar molinho,
Cagar durinho,
Cagar soltinho,
De qualquer jeito de qualquer maneira,
Até quando é caganeira
Cagar é bom,
É muito bom,
Cagar é bom demais
Tim tim tim
Tibloft tibloft tibloft plum tibloft plum.

FONTE
http://osanonimosdesconhecidos.blogspot.com/



Perdoe-me os puritanos,
mas não resisti e postei esse brilhante poema
produzido por Juca Chaves.

Uma brincadeira que me fêz rir bastante.

Lembre-se, ninguém é perfeito!

Jardim São Paulo ( Recife) na Internet