domingo, 5 de junho de 2011

CLARICE LISPECTOR




Estou sentindo uma clareza tão grande que me anula como pessoa
atual e comum: é uma lucidez vazia, como explicar?

Assim como um cálculo matemático perfeito do qual, no entanto,
não se precise.

Estou por assim dizer vendo claramente o vazio.

E nem entendo aquilo que entendo: pois estou infinitamente
maior do que eu mesma, e não me alcanço.

Além do quê: que faço dessa lucidez?

Sei também que esta minha lucidez pode-se
tornar o inferno humano — já me aconteceu antes.

Pois sei que — em termos de nossa diária e permanente acomodação resignada à irrealidade — essa clareza de realidade é um risco.

Apagai, pois, minha flama, Deus, porque ela não me serve para viver os dias. Ajudai-me a de novo consistir dos modos possíveis.

Eu consisto, eu consisto, amém.


Clarice Lispector

VALSINHA por CHICO BUARQUE



PRECE





Senhor, faze-me perceber que o trabalho do bem me aguarda em toda parte.

Não me consintas perder tempo através de indagações inúteis.

Lembra-me, por misericórdia, que estou no caminho da evolução com os meus semelhantes,
não para consertá-los e sim para atender à minha própria melhoria.


Induze-me a respeitar os direitos alheios a fim de que os meus sejam preservados.

Dá-me consciência do lugar que me compete para que não esteja a exigir da vida
aquilo que não me pertence.


Não me permitas sonhar com realizações incompatíveis com os meus recursos,
entretanto, por acréscimo de bondade, fortalece-me para a execução
das pequeninas tarefas ao meu alcance.


Apaga-me os melindres pessoais de modo que não me transforme em estorvo
diante dos irmãos, aos quais devo convivência e cooperação.


Auxilia-me a reconhecer que cansaço e dificuldade não podem converter-me
em pessoa intratável, mas mostra-me, por piedade, quanto posso fazer
nas boas obras usando paciência e coragem, acima de quaisquer provações
que me atinjam a existência.


Concede-me forças para irradiar a Paz e o Amor que nos ensinaste.

E, sobretudo, Senhor, perdoa as minhas fragilidades e sustenta-me a fé para que
eu possa estar sempre em Ti, servindo aos outros.


MEMEI/ CHICO XAVIER

Lapso









Certo dia uma moça foi viajar para visitar os pais, pois estava de férias.

Ao chegar no aeroporto ,
comunicaram que seu avião atrasaria
cerca de 2 horas.

Foi a livraria comprar um livro , e também um pacote de biscoitos.

Depois, acomodou-se num local silencioso e sossegado para ler o livro que havia comprado.

Além da leitura, deliciava-se com os biscoitos.

Senta-se ao seu lado um homem,
distraídamente lendo jornal .

Passados alguns instantes, percebe que o moço retirava do pacote a guloseíma.

Estaria degustando os biscoitos
que havia adquirido.

Dividia seus biscoitos.

Com raiva pensou:
"Nossa!
Que cara-de-pau tem esse cara,
comendo meu alimento.
Ai que ódio!
Tenho vontade de falar umas verdades .
Será que não tem vergonha de comer minhas bolachas na cara dura?"

Tentou continuar sua leitura, mas não conseguiu.

Prossegue observando o rapaz
dividindo o pacote.

Na última bolacha, a moça não
esperava sua reação.

O rapaz partiu ao meio, comeu uma metade e deixou a outra no pacote para ela comer.

Mesmo com esse gesto a moça continuava, silenciosamente, censurando a atitude do rapaz e remoendo sua indignação.

O auto falante do aeroporto anuncia o embarque do avião que iria lhe levar
ao seu destino.

Desolada com o acontecimento e
lembrando-se do ocorrido, senta-se na sua poltrona da aeronave, coloca o cinto para decolar.

Leva a bolsa ao colo e procura no interior o livro para completar a leitura.

Sente nas mãos , além do livro ,
o pacote de biscoitos.

Nesse instante, compreende o seu lapso.

Percebe que o rapaz não havia lhe enganado.

Os biscoitos que tinha comprado
estavam intactos.

Havia comido os do pacote daquele desconhecido,
que julgou de mal educado.

Em nenhum momento ele a censurou e impediu de partilhar o alimento.

Enquanto ela estava se consumindo no seu egoísmo e pensamento errado ao moço.

E, a última bolacha, compartilhou com ela.

A moça ficou com remoço...


MORAL DA HISTÓRIA:

Muitas vezes,
ficamos com raiva de quem nenhum mal nos fez, só por um conceito errado do outro, formulando idéias e pré julgamentos contrários que podem prejudicar quem não merece.

PENSE E REFLITA!


AUTOR DESCONHECIDO

sábado, 4 de junho de 2011

CASTELO DE AREIA


Num dia de verão, estava na praia, observando duas crianças brincando na areia.
Elas trabalhavam muito, construindo um castelo de areia,
com torres, passarelas e passagens internas.
Quando estavam quase acabando, veio uma onda e destruiu tudo,
reduzindo o castelo à um monte de areia e espuma.
Achei que as crianças cairiam no choro, depois de tanto esforço e cuidado,
mas tive uma surpresa.
Em vez de chorar, correram para a praia, fugindo da água, sorrindo, de mãos dadas
e começaram a construir outro castelo...
Compreendi que havia recebido uma importante lição:
Gastamos muito tempo de nossas vidas construindo alguma coisa.
E mais cedo ou mais tarde, uma onda poderá vir e destruir o que levamos tanto tempo para construir.
Mas quando isso acontecer, somente aquele que tem as mãos de alguém para segurar,
será capaz de dar uma reviravolta !!!.

Tudo é feito de areia;
Só o que permanece é o nosso relacionamento com as outras pessoas.


Marcos Fabossi




FONTE

Brandura de Encantamentos

No infinito da alma
Repousam pensamentos
Onde imagino
Redijo...
E escrevo

Remetendo a alva
Brandura de encantamentos

Rogéria Costa

AMOR






Com pequenos gestos
Demonstra-se amor
Sorrisos francos
Passos retos
Verdade e sabor

No momento do abraço
Afeto e ternura
Ata-se um laço
Beijo gostoso
Infinda doçura
Carinho amoroso
Lembrança querida
Grande loucura
Para sempre na vida

Rogéria Costa