
domingo, 6 de fevereiro de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
RAIOS DO CÉU

O roedor
Rato rueiro
Faminto de carinho
Foi para rua
Aguentar o rojão
Numa roda vida
Para ver
Cair rocio
O orvalho
Rufar no chão
No raiar do dia
Ao amanhecer
O rato rege
Ruma de papel
Papel rasgado
Rastros do céu
Rosto arregalado
Verso que rima
Arrisca um riso
Voltado para cima
Raro receio
Tocar de leve
O que lhe aproxima
Som de rouxinol
Rufa o recreio
Réstia de sol
Ruído que roça
Raio de rítmo
Alegria nossa
Rajada ao vento
Sopra seco
Rota num lamento
Réstia do sol
Nascem gotas
Do reinol
Rega em rotas
Natural do reino
Ter de cor
Pedaços do beijo
Tocar de leve
Ressupino
Chuva de papel
Como neve
Bem pequenino
Raios do céu.
Rogéria Costa
TRAGÉDIA

A família é o bem mais precioso de alguém.
E nos últimos dias assistimos ,inloco, muitas famílias
destruídas pelas águas em várias cidades de São Paulo.
Nesses momentos vejo as dificuldades
e problemas que vivencio como coisas minúsculas
em relação a tragédia que passam essas pessoas.
Perderam em poucas horas suas casas, bens materias adquiridos
com esforço e trabalho.
Porém, pensando bem...isso é elementar.
Mais grave são as perdas de seus familiares e amigos.
Pessoas desorientadas sem rumo pela falta
dos seus entes queridos.
E, que podem demorar em se reorganizar, ou talvez, nem consigam
pelo estrago psicológico que esta catástrofe deixou nas suas vidas.
Adultos e crianças hospitalizadas
e nos abrigos sem saber o paradeiro dos parentes.
Pessoas que perderam filhos, esposos (as),sobrinhos,
mãe, pai ficando sozinhos,
sem ninguém que seja da família.
A solidariedade se espalhou nessas cidades.
Seus mortos estão nos que conseguiram se salvar.
Tudo que lhes restou foi a satisfação de ajudar
o próximo, visto como se fosse seu próprio irmão.
Que Deus dê uma atenção especial a todos!
Rogéria Costa
sábado, 15 de janeiro de 2011
CANÇÃO DA PLENITUDE

Pintura de Berth Morisot
Não tenho mais os olhos de menina nem corpo adolescente,e a pele translúcida
há muito se machucou.
Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura agrandada pelos anos e o peso
dos fardos bons e ruins.
(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia).
O que posso dar é mais que tudo que perdi:
dou-te os meus ganhos.
A maturidade que consegue rir quando em outros tempos choraria, busca te agradar quando antigamente quereria apenas ser amada.
Posso dar-te muito mais do que beleza e juventude agora: esses dourados anos me ensinaram a amar melhor,com mais paciência e não menos ardor, a entender-te se precisas, a aguardar-te quando vais, a dar-te
o regaço de amante
e colo de amiga e, sobretudo,
força que vem do aprendizado.
Isso posso te dar: um mar antigo e confiável cujas marés - mesmo se fogem - retornam, cujas correntes ocultas não levam destroços, mas o interminável das sereias.
Texto do livro " Secreta Mirada "
- Ed. Mandarim - São Paulo, 1997, pág.151
Encontrei essa mensagem no
blog ' andsartes.blogspot.com'
que faz parte da turma dos meus seguidores .
BEM VINDA!
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
SELVA TROPICAL
Ser feliz sozinho
Gera desconfiança
A verdadeira elegância
Quer trocar de estilo
Rogéria Costa
Cenário de sonho
Remédio é segurança
Olhar desenhado
Fato consumado
Viva a mudança!
A verdadeira elegância
Joga com a sutileza
Não necessita na ânsia
Cobrir-se de adornos
Emerge a beleza
Sem ter que se impor
Em contornos
Quer trocar de estilo
Numa escolha precisa
Jeito clássico
Vontade de ser especial
Encontro mágico
Oportunidade ideal
Para deixar de ser
Um dia qualquer
Nessa selva tropical
Rogéria Costa
DESTINO

Ainda consigo sentir seu perfume.
Aquele abraço forte, enorme e protetor.
Guardo a deliciosa lembrança desse amor.
Tinha uma cara linda,
um sorriso mais bonito ainda.
Cabelos escuros e tão finos que ficavam
bagunçados com meus mimos.
Era puro charme !
Encanto sem timidez.
A gentileza dele me capturando e me envolvendo.
E me ganhou de vez...
Parecia que já nos conhecíamos havia tempos.
Nossa história começou e
terminou com tantos acasos.
Quem sabe o destino não nos coloca no mesmo caminho de novo ?
Rogéria Costa
NATUREZA DE FALSÁRIOS

Não quero mais estampas de falsas amizades para ajudar a
carregar minha desventura.
Fortalecer-me a suportar um incessante desespero.
Ajudar numa vida de mentira e injúria.
Empenhar-se para que eu suporte tudo com esmero.
Inloco acompanhar meus castigos desnecessários.
Nutrir-ser com tanta infelicidade e medo.
Natureza de falsários...
Incapaz de falar a verdade
para não sair do lucro.
Progredir com minha iniquidade.
Vida é alegria, mas sem fingimento, nem aparência
de momento.
Encontrar-se na bondade.
Conviver sem suplício, nem amizades com vícios.
Não se aproveitar da oportunidade para progredir e
deixar o outro sem crescimento.
Garantir o amor ao próximo, num clima de genuínos risos.
E dividir a vida em cumplicidade e paixão.
Numa parceria de veraz união.
Rogéria Costa
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